domingo, 10 de junho de 2018

Você tem medo de quê?



Você tem medo de quê?

Avião, altura, dentista, cobra, sapo, assalto, multidão, violência de uma forma geral? Ou mesmo, ficar sozinho, falar em público, amar de novo? O que você teme?
O medo pode ser normal e ajudar a nos proteger, ou anormal e atrapalhar muito a vida,  nos aprisionando em nossas próprias emoções. Existem pessoas que sofrem com fobias e não conseguem justificar tamanho pavor. Uma paciente relatou ter medo enorme de lagarta, daquelas que ficam em árvores e queimam a pele ao menor contato. Sempre que imaginava ou lembrava a famigerada lagarta, suava frio, seu coração acelerava e tinha vontade de fugir.
É assim mesmo, mais que um estado de espírito, o medo é químico e causa sensações corporais. Quando alguém sente que está em risco, seu metabolismo acelera, antecipando a vontade de fugir ou se defender. O coração bate mais forte, os nervos respondem em menor tempo, os olhos se dilatam para poder enxergar melhor, a pele esfria e fica arrepiada.
O medo também tem um componente genético. Um rato de laboratório, por exemplo, se apavora com o cheiro de uma raposa, sem nunca ter visto uma. Nós, humanos, também ficamos apreensivos diante de situações que colocavam em risco nossos antepassados. Na época em que o cérebro se desenvolvia, as picadas de cobra e os ataques mortais de inimigos ferozes representavam ameaças reais, por isto, até hoje quando nos deparamos com uma cobra, geralmente, sentimos medo, mesmo que esta não seja venenosa. Neste momento se inicia uma comoção corporal, começando no cérebro, esta máquina poderosa de aproximadamente um quilo e meio, que controla todo o nosso corpo.
Funciona assim: o tálamo, o receptor cerebral, passa informações para a amígdala, glandulazinha do tamanho de uma noz que fica bem no centro do nosso comandante, onde são processadas todas as emoções primitivas como medo, ódio, amor e raiva. A amígdala, por sua vez, recebe as informações enviadas pelo tálamo e analisa os dados com a ajuda do córtex visual. Este córtex é o responsável pelo raciocínio. Partindo de uma espécie de “acordo”, eles decidem juntos se é conveniente ou não fugir.  Acontece que nos medos “sem sentido” ou “exacerbados”, que normalmente  chamamos de transtorno de pânico, crise de ansiedade ou fobia, não há este acordo. A amígdala não consulta o córtex e dispara o comando de fuga para o corpo. É como se a amígdala estivesse num processo de aborrecimento  com o córtex e não quisesse a sua opinião. É uma espécie de falha no circuito que causa o chamado “medo irracional”.
Muitas pessoas acometidas por este transtorno vão parar no pronto-socorro ou passam por diversos consultórios médicos antes de procurar um psicólogo. Têm a impressão que vão morrer: uma onda de sensações desagradáveis como falta de ar, dormência dos membros, receio de enlouquecer se inicia e atinge seu ápice em menos de dez minutos. Este medo paralisa, imobiliza e para não ter que enfrentá-lo, é comum começarem a fugir de situações corriqueiras e cotidianas, dificultando assim a sua existência. Este tipo de transtorno parece não ter uma causa específica. Cientistas afirmam que é mais provável que seja resultado  da herança  biológica, fatores psíquicos e ambientais, tudo isto juntos e misturados, se potencializando.
A Terapia Cognitivo Comportamental e a Terapia do Esquema juntas se potencializam e funcionam muito bem para este tipo de transtorno, pois ajudam o paciente perceber padrões de pensamentos que alimentam seus medos, apresentando estratégias para lidar com eles, pois a forma como vemos a realidade e a interpretamos influencia as emoções, comportamentos e reações fisiológicas. Podemos “entender” a realidade de maneira exageradamente negativa ou catastrófica, aumentando nossos medos.  A realidade mora dentro da cabeça da gente, pois somos e vemos o mundo de acordo com o que pensamos. Cuidar dos nossos pensamentos significa zelar por nossa realidade interna e externamente. 
Sentir medo é absolutamente necessário para nos mantermos vivos. Seria impossível dar continuidade à espécie humana se não tivéssemos este sentimento para sinalizar que estamos em risco de vida. O problema é quando este medo, em vez de servir como alerta de risco, se transforma em um transtorno para nossa existência e nos impede de viver plenamente! Corajoso não é quem não tem medo, mas quem enfrenta seus monstros e sai vitorioso da batalha. Uma dica para driblar o medo é  refletir sobre o assunto. Dê tempo para que o circuito cerebral ocorra normalmente. Permita que a sua amígdala discuta o assunto com o seu córtex cerebral, ou seja, abra espaço para a razão dominar a emoção, tome posse dos seus sentimentos e saiba que, se conseguir passar por isto, isto passa.  É simples assim. Dê um tempo, respire e sinta-se no controle da situação. Seja feliz, transforme a sua realidade e  não desperdice a  existência, afinal você é o que você pensa!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

SUCESSO OU FRACASSO? É VOCÊ QUEM ESCOLHE SEU DESTINO




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Em primeiro lugar a pergunta que deve ser respondida é: O que é sucesso para você? Muitas pessoas se consideram bem-sucedidas simplesmente porque conseguiram mais tempo em sua vida corrida, e ter tempo para descansar é comemorado como riqueza considerável. Outras acreditam que será bem-sucedido se atingir o topo em uma carreira. Algumas acham que ter sucesso é manter uma família harmônica e saudável. Definir onde queremos chegar é o primeiro passo para nos tornarmos pessoas de sucesso. Afinal, se não sabemos onde vamos, podemos nos perder pelo caminho ou até mesmo chegar ao lugar e não reconhecer que era ali que queríamos estar.
Carlos Alberto não entendia porque João, seu colega de profissão, fazia mais sucesso que ele, afinal de contas tinham a mesma formação acadêmica e competências no trabalho bem parecidas. Se contorcia de inveja todas as vezes que seu parceiro ganhava reconhecimento profissional e se entristecia pois a sensação de fracasso o invadia. A diferença mais marcante entre os dois era que João sabia onde queria chegar e fazia planos para o futuro. Anotava tudo o que queria, meticulosamente, com prazos para realização. A conseqüência disso era que quando se deparava com uma adversidade, entendia que era parte do jogo da existência e não se abatia. Contornava a situação e se mantinha firme no propósito. Quando a vida lhe apresentava um problema, ele vinha com mais três soluções. Enquanto Carlos Alberto, para cada solução, arrumava três problemas. Ele se achava um derrotado, sempre.
Carol Dweck, pesquisadora da Universidade Columbia, considerada uma das maiores especialistas em desenvolvimento humano, assevera que a opinião que você adota a respeito de si mesmo, afeta profundamente a maneira que você leva a vida.  Esta crença sobre si é o que definirá seu sucesso ou fracasso na realização dos seus desejos. João se sentia vitorioso e comemorava sempre que atingia pequenos objetivos em busca do sucesso. Carlos se via como incompetente até na hora de festejar as conquistas.  Agora, pare e pense: O que você acha a seu respeito? Se considera uma pessoa bem-sucedida ou se sente aquém das suas possibilidades? Diante das grandes pedras em seu caminho, paralisa ou as contorna? Se sente vítima das circunstâncias ou autor da sua própria história? A psicologia hoje pode lhe ajudar a mudar a sua opinião sobre si mesmo e facilitar o seu caminho de glórias.
Alguns acontecimentos na infância do indivíduo podem marcar de maneira indelével a sua auto-imagem pessoal. Por exemplo, Carlos Alberto tinha um pai narcisista que o detonava sempre. Frases como “você é um incompetente”, “não deveria nem ter nascido”, “você não serve para nada” eram comuns em suas discussões.  Diferentemente de Einstein que superou um pai nocivo, que dizia sempre que ele era um inútil, Carlos Alberto sucumbiu às palavras que ele acreditava que o definiam. Por mais que alcançasse seus objetivos, não se sentia vitorioso. Ele não era maleável.
Segundo Dweck, existem dois estilos de pensamento: o fixo e o de crescimento. Pessoas com estilos de pensamento fixo, diante de uma adversidade, paralisam e acessam toda a emoção antiga que foi impressa na infância, trazendo para a cena presente os sentimentos do passado, quando o papai ou a mamãe ou o professor lhe disseram o quanto eram incompetentes. Ao contrário, quem tem um estilo de pensamento de crescimento, mesmo que tenham tido cuidadores nocivos (o que é bem comum), ultrapassam a fronteira do sofrimento e querem provar para si mesmos e para o mundo que não são vítimas das circunstâncias e que podem se superar. São resilientes e perseverantes. Cultivam a crença que podem crescer, aprender e desenvolvem uma capacidade aguçada para identificar seus pontos fracos e fortes. Sendo assim, quando delimitam suas fraquezas lidam com elas da melhor maneira possível. Ressaltam suas qualidades e, por isso, não se sentem derrotados quando são postos à prova. Entendem que ninguém é bom em tudo. Isto é impossível.
Uma outra diferença bem marcante em quem tem uma forma de pensar de crescimento é que elas sabem que para ter sucesso é preciso se esforçar. João sabia disso, assim todos os dias estudava e se atualizava na sua e em outras áreas do saber. Utilizava tudo que aprendia de maneira prática, se revigorando com o reconhecimento e as emoções  positivas que isso causava. Carlos Alberto não: achava que devia ser reconhecido a qualquer preço, mesmo que não fizesse nada, afinal de contas ele era muito inteligente e competente, portanto merecia este reconhecimento. Quando presenciava o sucesso de João achava que isso era fruto de sorte. Não entendia que o colega de trabalho se empenhava muito para ter o sucesso reconhecido por ele mesmo e por seus pares. Além de buscar sempre novos desafios, prosperava e se desenvolvia a partir deles.
O que a nova psicologia do sucesso propõe é que os estilos de pensamento não são imutáveis. Você pode, se quiser e se esforçar, mudar a crença que tem sobre você e sobre o mundo que o rodeia.  Apesar de serem parte importante da personalidade, pois são construídos ao longo da sua história, os pensamentos podem ser mudados, transformando nossa maneira de existir pois, somos, cada um de nós, um universo particular. A realidade muda, quando você muda. Quem tem um modelo fixo de pensamento perde grandes oportunidades de evolução pois sente-se rotulado  por palavras negativas e desanima frente à uma grande exigência da vida. Não entende que os fracassos servem para nos fazer aprender e que há um grande “barato” na superação das dificuldades.
É importante notar que as pessoas que tem o estilo de pensamento de crescimento, não apenas planejaram chegar ao topo. A chegada foi conseqüência do  seu empenho, trabalho, dedicação, certeza sobre o que gosta de fazer e resilência. Ao contrário, os que têm pensamento fixo, almejam o topo o tempo inteiro e, geralmente, perdem o entusiasmo ao longo do caminho, pois nem sempre fazem o que gostam. Elas também não têm medo de errar, pois sabem que isto faz parte da essência humana.  Não prometem o que não podem cumprir, mas cumprem sempre o prometido. Sabem onde querem chegar e se alegram no processo de crescimento. Não perdem tempo com conflitos improdutivos, dão valor às pessoas que os rodeiam e investem em sua vida pessoal, tanto quanto na vida laboral. Não se interessam por vinganças, nem pequenas, nem grandes. Procuram sempre compreender, perdoar e seguir adiante. Se reinventam e seguem em frente dando brilho para suas vidas e para as vidas de quem os cercam.
João, quando escolheu engenharia, sabia que esta profissão daria sentido sua vida, enquanto Carlos Alberto o fez porque achou que ganharia status e assim poderia ser reconhecido por seu pai. Motivos diferentes, resultados também diferentes. Enquanto nosso primeiro personagem vive a vida cheia de alegria e emoção positiva, o segundo está em tratamento psiquiátrico, tentando resolver seus conflitos através da medicação que o entorpece. E você, considera a sua vida um sucesso? Se não, preste atenção nas dicas a seguir:
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Flexibilize seu pensamento e se torne uma pessoa de sucesso.
1)      Não desista facilmente. Se perceber dificuldades em sua trajetória, aprenda a descansar e seguir em frente.  
2)      Sempre que se perceber sentindo pena de si mesmo, levante a cabeça e olhe para o lado. Você não é o único a passar por dificuldades.
3)      Lembre-se que o seu passado não precisa ser arrastado com você para o seu presente. Se ele foi ruim, deixo-o lá. Não se esqueça que o cérebro não faz distinção entre o que você vive no presente e o que você lembra. Não eternize a sua dor.
4)       Comemore sempre que conquistar algo. Isto é importante para lembrá-lo que você pode.
5)      Procure se afastar, pelo menos mentalmente, de pessoas negativas, que te desestimulam em seus objetivos. Materialize suas esperanças.
6)      Quando achar que foi bem em qualquer processo, poste-se diante do espelho e se parabenize. Você merece.  Quando fracassar, se respeite. Faz parte do processo.
7)      Não pense que quem tem sucesso não se esforçou! Até Einsten foi obrigado a superar suas dificuldades para obter o reconhecimento que tem hoje!
8)      Sabe aquela frase: “Só podia ser comigo”? Esqueça! Todos nós passamos por dificuldades.
9)      Não busque vingança. Nem pequenas, nem grandes. O seu algoz já o feriu. É você quem vai perder tempo e energia vital se ligando a ele pela eternidade.
10)   Cuide também da sua vida pessoal. Afinal de contas, não é só no trabalho que devemos brilhar. 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

INVEJA: UM SENTIMENTO ABOMINÁVEL


Podemos iniciar nossa conversa, definindo a palavra inveja, como uma dor profunda de quem não consegue realizar seus próprios sonhos. Pior ainda, quando o invejoso não sabe nem quais são seus objetivos e sente raiva quando percebe que seus pares conseguem coisas que lhe parecem atraentes. Causa uma espécie de sentimento de inferioridade e de desgosto diante do que satisfaz o outro, visto que, para o invejoso, o realizador lembra a sua própria incapacidade: “Nossa, ele fez, eu não sou capaz!” Este é o pensamento que baseia a emoção de raiva e tristeza contida nas seis letras que compõe este significante carregado de sentido negativo. 
O dicionário Aurélio descreve inveja como “desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Um desejo violento de possuir o bem alheio.” Já a psicologia  define como “insatisfação e aborrecimento com a alegria do outro”. O fato é que ninguém gosta de reconhecer quando sente, pois sabe que  não é bacana cobiçar  riqueza,  brilho,  competência,  amores e prosperidade alheia. Muitas vezes, é inconsciente e fica ali, na surdina, provocando comportamentos nocivos de desqualificação e desdém do fato realizado pelo próximo.
A sensação é tão avassaladora que estampa na cara do sujeito que cobiça o que é do outro a sua insatisfação. Cenhos franzidos, ombros encolhidos, lábios cerrados formam o conjunto de expressão não verbal  de quem tem o famoso “olho gordo”. No que se refere ao dito com palavras, é muito comum o invejoso encher o seu alvo de adjetivos “negativos”.  “Mas também ele......” iniciam, diversas vezes, o discurso desvalorizador. Ele ataca para não se sentir atacado pela competência alheia.
Este sentimento também dificulta a gratidão. Simplesmente porque há sempre a impressão que “se o outro está me dando, provavelmente quer me humilhar” ou, “se está me dando, é somente porque não quer mais.” A auto-estima de quem sente inveja está abaixo do nível do mar. Ele se percebe inferior e acha que “se eu não tenho, ele também não pode ter”. Também se considera vítima da má sorte: “Para ele foi fácil! Se fosse comigo, tenho certeza que não seria bem assim. A vida não facilita as coisas para o meu lado”.
Para aliviar o peso da emoção, muitos dizem: “tenho inveja branca”, como se o fato de ter uma cor mais amena fosse o suficiente para diminuir a ira e pesar. Devo ressaltar que existe uma diferença enorme entre inveja e admiração. Enquanto a primeira ancora o indivíduo na incompetência, posto que ele paralisa diante do realizador, a segunda o empurra para frente, pois torna o admirado modelo para o futuro. As frases de quem admira, geralmente, têm este tom: “Caramba, que legal! Ele conseguiu. Vou seguir seus passos e torná-lo modelo de atuação para a minha existência!”
A galinha do vizinho é sempre mais gostosa e sua grama está, invariavelmente,   mais viçosa. Enquanto olha, pára e deseja o que é do outro, o invejoso se compara e sente vergonha de reconhecer o que falta nele. Logo depois, ataca e menospreza o objeto desejado para que desapareça seu sentimento de incapacidade.
Justina era assim. Não sabia o porquê, mas sentia uma raiva profunda da irmã e tentava, a todo custo, diminuí-la na frente dos amigos e parentes. Todas as vezes que Carolina, esforçada que era, conseguia o que queria, Justina era invadida por uma sensação de raiva que a fazia desdenhar dos feitos de sua irmã. A inveja a consumia. Este fato impossibilitava seu crescimento tanto pessoal, quanto profissional, pois, enquanto estava parada, ocupada em desqualificar todas as vitórias de Carolina, o trem da sua vida passava, sem que ela conseguisse entender como entrar na cabine para chegar ao seu destino. Na verdade, ela nem conseguia definir para onde queria ir. 
Por isso, queridos leitores, prestem bem atenção nos pensamentos que dão base aos seus sentimentos. Quando se perceberem querendo ser o que o outro é, ou querendo ter o que o outro tem, perguntem-se: “Será este o meu caminho?”, “Quero, de fato, o que é dele?”,. Se a resposta for afirmativa, modele com seu ícone e tente transformar sua inveja em admiração. Se alegre com a vitória do outro e busque entender o que lhe faz feliz. Se ocupar com a alegria alheia lhe rouba o tempo necessário para construir uma história pessoal satisfatória. Quem tem olho grande não somente deixa de entrar na China, como também deixa de progredir.  Se está difícil se encontrar, a psicoterapia é o melhor remédio. Procure um profissional competente e busque a sua verdade.

PENSAMENTOS TÍPICOS

INVEJOSO
ADMIRADOR
“Nosso vizinho comprou um carro novo! Só pode estar roubando no trabalho!”
“Que legal! Nosso vizinho comprou um carro! Estou louco para trocar o meu também! Será que consigo financiar um pra mim?”
“A Maria, apesar da idade, está linda! Também, com dinheiro é mole!”
“Que linda está a Maria! O que será que ela anda fazendo para se manter tão jovial?”
“Meu colega de trabalho recebeu elogio do nosso chefe. Sabia, ele é um puxa-saco do caramba!”

“Preciso me esforçar mais para receber elogios do meu chefe!”
“Nossa, esse casal vive viajando. Não sei onde consegue tanto tempo e dinheiro!”
“Que legal esse casal conseguir viajar tanto. Vou me empenhar ainda mais no meu trabalho para fazer o mesmo nas minhas férias.”